Síndrome da dor trocantérica (bursites e tendinites do quadril)

Umas das queixas mais comuns no consultório do especialista em quadril é o paciente com dor na região trocantérica (localizada na região lateral do quadril). Normalmente mais comum em mulheres de meia idade, a paciente se queixa de dor na região lateral do quadril, que piora ao toque e ao ficar muito tempo em pé, podendo estar associada a desconforto para deitar-se na cama do lado afetado, muitas vezes dificultando o sono.
Decorrente de um desequilíbrio entre o peso e a musculatura abdutora do quadril (fundamental para a biomecânica dessa articulação), é facilitado por alterações anatômicas, como em mulheres que apresentam naturalmente a pelve mais larga. Esse desbalanço ocasiona uma sobrecarga nos músculos do glúteo médio e mínimo durante os movimentos fisiológicos do dia a dia, proporcionando um processo inflamatório local que pode afetar os tendões (ocasionando as tendinites do glúteo médio e mínimo) e a bursa que se localizada nessa região (ocasionando a famigerada bursite trocantérica).
O diagnóstico é formado a partir da história do paciente associado a um exame físico minucioso. Exames de imagem que avaliam o tendão e as bursas auxiliam a confirmar o diagnóstico clínico, como a ultrassonografia e a ressonância nuclear magnética. Radiografias do quadril podem ser realizadas para afastar diagnósticos diferenciais e compreender melhor a anatomia local do paciente.
O tratamento inicial é conservador, baseando-se em medicações analgésicas e anti-inflamatórios (quando não houver contra indicação clínica) associado a fisioterapia analgésica e motora para fortalecimento e alongamento da musculatura ao redor do quadril, reequilibrando o desbalanço inicial que originou a doença. Nos casos em que o tratamento inicial conservador não for suficiente, podem ser realizadas infiltrações locais nos pontos dolorosos ou guiadas por exames de imagem.

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