Dor no quadril do atleta

A articulação do quadril é fundamental durante a prática esportiva, participando praticamente de quase todos os gestos esportivos. Do ponto de vista anatômico, o quadril é uma articulação inerentemente estável, suportando cargas até 8 vezes maiores do que o peso corporal, sendo necessário traumas de moderada a alta energia para ocasionar lesões num indivíduo jovem e saudável. Contudo, devido a cargas cíclicas com número elevado de repetições, principalmente associadas a indivíduos que apresentam algumas variações anatômicas, o quadril do esportista está sujeito a sofrer diversas lesões em suas diferentes estruturas (óssea, cartilaginosa, musculotendínea, ligamentar e neurovascular).
De forma geral, as lesões intra-articulares do quadril giram em torno de 6% de todas as possíveis lesões esportivas, mas em esportes que contêm movimentos de mudança brusca de direção e realizam extremos de flexão e rotação do quadril, essas lesões podem chegar até 14%. Se consideradas as lesões musculares ao redor do quadril, essa porcentagem é ainda maior. As lesões intra-articulares mais frequentes do quadril são o impacto femoroacetabular, fraturas por estresse do colo femoral e lesões do labrum acetabular e as lesões extra-articulares e ao redor da articulação do quadril incluem as lesões musculotendíneas (principalmente dos adutores e isquiotibiais) e a pubalgia.
Os sintomas são diversos, como dor ou desconforto na região da virilha, púbis, coxa e lateral do quadril, normalmente exacerbados após ou durante a atividade física. O diagnóstico é baseado no exame físico detalhado e exames de imagem.
O tratamento deve ser direcionado para cada tipo de lesão, variando desde repouso e mudanças no gesto esportivo, fisioterapia motora e analgésica, até procedimentos mais invasivos como infiltrações e cirurgias.

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